segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Cinco ações para deter a epidemia do vírus Zika



O vírus zika, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, está aterrorizando países do Ocidente. Em breve, todos os países da América, com exceção de Canadá e Chile, devem ter registrado pelo menos um caso da doença.
No Brasil, estima-se que mais de um milhão de pessoas foram contaminadas pela doença, que tem sintomas semelhantes aos da dengue e que pode desenvolver microcefalia em recém-nascidos de mães que contraíram o vírus durante a gravidez. A microcefalia é uma condição neurológica que impede o desenvolvimento da cabeça dos bebês.
Hoje, a Dinamarca entrou para a lista de 24 países que já registraram casos de contaminação pelo vírus e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, se reuniu com representantes do Ministério da Saúde para pedir pressa no desenvolvimento de uma vacina.
Descubra o que é possível fazer para evitar uma grave epidemia da doença, enquanto nenhuma vacina foi desenvolvida:
1. Monitoramento
Para evitar que o vírus continue se alastrando por diversos países, é preciso que os governos possam identificar pessoas que viajaram a nações em que a doença está em estado de epidemia. Como tem sintomas muito semelhantes a outras patologias, os médicos precisam estar atentos e bem informados sobre as condições do zika. Educar os profissionais de saúde é um importante passo no monitoramento do desenvolvimento da doença.
2. Informar
O governo brasileiro anunciou uma megaoperação a ser realizada pelo Exército. Cerca de 220 mil homens das Forças Armadas passarão de casa em casa para informar a população sobre a gravidade da doença, a importância da prevenção e como fazê-la.Comentaristas de política externa já afirmam que outros países do continente americano precisam começar a pensar em ações semelhantes para que a doença não atinja os níveis que atingiu em solo brasileiro.
3. Programas de prevenção
No século XX, diversos países ocidentais organizaram campanhas para a erradicação do mosquito. Os números de doenças causadas por eles caíram drasticamente, mas os projetos não foram mantidos e o Aedes aegypti ganhou terreno de novo. Janet McAllister, pesquisador do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, defende que ações como as que aconteceram antes sejam retomadas, sobretudo em comunidade periféricas, com menos instrução e infraestrutura para realizar a prevenção.
4. Preocupação com a gravidez
As administrações públicas também precisam se preocupar urgentemente em informar mulheres grávidas que desejam viajar para países onde o vírus está epidêmico sobre as consequências que a doença pode ter no bebê. Uma lista preparada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) compilou países que oferecem riscos às grávidas: Barbados, Bolívia, Brasil, Colômbia, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana Francesa, Guadalupe, Guatemala, Guiana, Haiti, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Porto Rico, Suriname e Venezuela.
5. Entender o vírus
Por fim, mas não menos importante, é preciso uma comoção internacional de cientistas e pesquisadores com o intuito de estudar o vírus Zika. Até o momento, a comunidade científica ainda não entendeu como a doença afeta os embriões, nem tem uma lista completa e definitiva com os sintomas do Zika. Esse desconhecimento é alarmante a esta altura do campeonato.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Síndrome de Burnout: aprenda a lidar com o estresse excessivo


A síndrome de Burnout é a sensação de esgotamento total, de que toda a energia já foi queimada e o corpo e a mente chegaram à exaustão. É uma condição psiquiátrica com sintomas físicos e emocionais causada pelo estresse interpessoal crônico, ou seja, estresse contínuo em todas as atividades que envolvem o contato pessoal, principalmente o trabalho. 
Um único evento não leva a Burnout. Outro mito é dizer que a síndrome é o ápice do estresse, mas a pessoa pode chegar a esse estágio e desenvolver outras doenças, como a síndrome do Pânico. Por isso, a síndrome de Burnout não é só estresse ou cansaço, são alguns fatores que levam a esse quadro. 
Os fatores para se chegar a esse problema são divididos em duas categorias:
- Fatores Organizacionais: jornada de trabalho (a noturna costuma dar mais consequências); ambientes estressantes ou insalubres; pouca autonomia; desorganização. 
- Fatores Pessoais: ansiedade; pessoas idealistas, empolgadas (quanto mais envolvidas no trabalho, mais dedicação, maior decepção também).
Os sintomas são vários, físicos e emocionais, e são divididos em três esferas:
- Exaustão Emocional: fadiga intensa, falta de forças para enfrentar o dia de trabalho e sensação de ser exigido além dos limites emocionais.
- Despersonalização: distanciamento emocional e indiferença.
- Diminuição da realização pessoal: falta de perspectiva para o futuro, frustração, sentimento de incompetência e fracasso. 
Outros sintomas podem aparecer com frequência: dor de cabeça, gastrite, tontura, falta de ar, insônia, palpitações, irritabilidade, dificuldade de concentração e desânimo. Quando a capacidade do corpo é muito forçada, em algum momento ele não aguenta mais. Por isso, a pausa é importante. Atividade física precisa de descanso para os músculos. O trabalho também precisa, mas para a mente. 
Além de reconhecer o agente estressante e resolver esse problema, o exercício físico é um ótimo aliado, porque diminui o nível de estresse. A atividade física regula a frequência cardíaca, deixando-a mais baixa, então quando se tem um evento estressante ela aumenta menos. 

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Planta medicinal pode curar até 95% das lesões de diabéticos




Pesquisadores do INPA (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) desenvolveram um novo tratamento para lesões causadas por diabetes.
O tratamento, à base de gengibre amargo, já tratou com sucesso pacientes que haviam recebido indicação médica de amputação.
O tratamento terapêutico alternativo consiste em um gel preparado com o óleo essencial do gengibre amargo, a formulação foi desenvolvida pelos pesquisadores Maurício Ladeia e Carlos Cleomir Pinheiro.
Em testes realizados com com 27 pacientes diabéticos portadores de úlceras nos pés, o tratamento teve um êxito impressionante, alcançando 95% de cura das lesões.

Livre da amputação

"Fiz seis meses de tratamento convencional e um dos vários médicos que consultei disse que eu teria de amputar porque a infecção afetou o osso", conta Mauro Paulino, voluntário que participou dos testes do novo tratamento.
"Mas isso não foi necessário, porque com menos de dois meses em tratamento com o gel na UBS (Unidade Básica de Saúde) fiquei curado. Para mim, o gel foi uma luz no fim do túnel," relatou.
Por mais que sejam pesquisas ainda, há uma esperança para aqueles que sofrem desse mal, chamado diabetes.






terça-feira, 13 de outubro de 2015

A doença que mata 5,4 mil brasileiras por ano: câncer de colo de útero


Os números são animadores. Quase 80% das brasileiras fizeram o exame papanicolau, preventivo de câncer no colo do útero, nos últimos três anos. Mas a doença ainda mata muito no país. De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), é a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil. Em 2013, foram 5.430 óbitos.
Em Curitiba morrem, em média, 50 mulheres a cada ano devido ao câncer no colo do útero. “O número ainda é alto se considerarmos os índices dos países desenvolvidos. As mulheres que morrem devido à doença ou nunca fizeram o preventivo ou o fizeram o último exame há mais tempo que o recomendado”, diz a ginecologista Rosilei Maria Antonievicz.
A recomendação do Ministério da Saúde é que todas as mulheres entre 25 e 64 anos façam o exame preventivo, pelo menos, a cada três anos – isso se depois de dois anos seguido não for detectado qualquer tipo de lesão. Para alguns grupos, considerados de risco, o exame é solicitado com mais frequência – caso de mulheres que têm múltiplos parceiros, que têm baixa imunidade, são fumantes ou tiveram mais de três partos.
Médica do Núcleo de Apoio à Saúde da Família de Curitiba, Rosilei explica que o preventivo é importante por detectar as lesões precursoras do câncer de colo. Sem relação com fatores genéticos, a doença é causada principalmente por tipos oncogênicos do papilomavírus humano, o HPV, e é transmitido na relação sexual.
Mas do contato com o vírus até o desenvolvimento do câncer em sua fase invasiva há um longo caminho – que dura em média dez anos. Está aí o ponto fraco da doença e justamente onde o papanicolau se torna tão importante. Prova disso é que, com a intensificação das campanhas para a realização do exame preventivo no país, o porcentual de casos detectados só na fase avançada caiu. Em 1990, a proporção era de 70%. Atualmente, está em torno de 56%, de acordo com dados do (Inca).

Se a lesão precursora do câncer for percebida logo no começo, a paciente tem chance quase que total de cura. Nesse caso, o tratamento é uma cirurgia pequena, que retira a parte lesionada. Na maioria dos casos, a mulher não chega a ter a sua capacidade reprodutiva alterada. Já o tratamento quando a doença é descoberta tardiamente envolve a retirado do corpo do útero, das trompas e dos dois ovários. “E torcer para não haver metástase”, diz Rosilei. Segundo ela, o câncer de colo pode se espalhar para órgãos próximos, como intestino e bexiga.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

VISITA TÉCNICA

AS INSCRIÇÕES ESTÃO ABERTAS! 
Se inscreva através do link:  https://goo.gl/RlKdKL
Corra e garanta sua vaga, pois elas são LIMITADAS!





segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Cientistas criam droga que 'altera' DNA e inibe evolução do câncer


Cientistas da Universidade de Brasília desenvolveram uma droga capaz de alterar a estrutura do DNA e assim evitar a multiplicação de células com câncer. A pesquisa começou há quatro anos, e o grupo aguarda atualmente a liberação de R$ 170 mil para prosseguir com o estudo. A expectativa é de que o remédio já esteja no mercado daqui a 12 anos.
De acordo com os pesquisadores, a descoberta partiu da ideia de enxergar o nucleossomo – unidade da cromatina, que compacta o DNA dentro da célula – como alvo terapêutico. O medicamento atua conectado a ele, modulando a abertura e fechamento das fitas de informação genética. Assim, ele interfere na interação entre o DNA e proteínas, podendo “barrar” o que não é desejado, como o câncer.
A tecnologia não impede o surgimento da doença, mas evita que células com informações genéticas não desejadas se reproduzam. “No câncer, por exemplo, temos uma alta proliferação celular, e isso acontece porque a expressão de vários genes está desregulada na célula. Se regulamos essa disfunção, tratamos o câncer”, explica a biomédica e doutoranda em patologia molecular Isabel Torres.
“Não esperamos que esta nova classe de drogas cure a doença, mas, sem dúvida, ela representa uma esperança aos pacientes que não respondem a terapias tradicionais. A ideia é associar estas novas moléculas a outras drogas disponíveis no mercado para obtenção de uma melhor resposta clínica”, completa.
A próxima etapa envolve testes em camundongos e ainda não tem data para acontecer por falta de recursos. Para recrutar investidores enquanto esperam dinheiro de fundos de pesquisa, os cientistas criaram a startup Nucleosantos Therapeutics. A ideia é que ela descubra e desenvolva mais moléculas que possam se ligar a nucleossomos.