segunda-feira, 14 de março de 2016

Bactéria pode conter surto de Aedes aegypti



A pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) mostrou que a liberação de Aedes aegypti contaminados com a bactéria Wolbachia, que impede a multiplicação do vírus no inseto, pode ser uma alternativa às tentativas fracassadas de eliminar de vez o mosquito.
Seis meses depois dos primeiros lançamentos de mosquitos que não transmitem doenças, oito em cada dez insetos capturados nas áreas que participam da pesquisa têm a Wolbachia. Significa que a população de Aedes aegypti está sendo substituída por outra que não vai prejudicar a população.
"Ao analisarmos a saliva do mosquito com Wolbachia, é muito significativa a redução da carga viral. Em alguns casos, chega a bloquear 100%, 90% do vírus da dengue. Recentemente, fizemos testes com chikungunya e zika. Os resultados preliminares são bastante positivos. Mostram que a presença da Wolbachia tem grande capacidade de bloqueio do zika", afirmou o pesquisador Luciano Moreira, coordenador do Brasil da pesquisa Eliminar a Dengue: Desafio Brasil. O estudo, que não tem fins lucrativos, também é feito simultaneamente em Austrália, Indonésia, Colômbia e Vietnã.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Pesquisadores avançam na pesquisa para cura para o diabetes tipo 1


Novo estudo conseguiu realizar transplante de células para o pâncreas de ratos, mas ainda é preciso testá-lo em humanos



O diabetes é uma doença comum. Mas enquanto o tipo 2 depende dos hábitos de vida, o diabetes tipo 1 ocorre devido a um problema no organismo, em que o pâncreas para de produzir insulina completamente, não sendo possível metabolizar o açúcar no sangue. Isso costuma acontecer pois o corpo ataca as células beta desse órgão, responsáveis justamente pela produção desse hormônio. Normalmente ela se manifesta na infância e adolescência, enquanto o diabetes tipo 2 é mais comum na vida adulta.

No entanto, essa doença crônica está um pouco mais próxima de ser curada. Cientistas de Harvard e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) conseguiram realizar um transplante de células-tronco em ratos, que foram convertidas em células produtoras de insulina e sensíveis às taxas de glicose no sangue. Para impedir que o sistema imunológico também não atacasse essas células novamente, eles desenvolveram um material usando alginato modificado, um composto derivado de algas marrons, que encapsula as células.

Depois disso, os estudiosos usaram células troncos humanas encapsuladas e as implantaram em ratos de laboratório. Após o procedimento, os ratos imediatamente começaram a produzir insulina em resposta aos índices de açúcar no sangue. Com o encapsulamento das células, o sistema imunológico dos ratos não respondeu às células novas, garantindo o sucesso do experimento.

O próximo passo é replicar esse processo em humanos para chegarem a um novo tipo de terapia contra o diabetes tipo 1.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Pesquisadores americanos desenvolvem técnica que pode acabar com o "jet lag"


Cientistas americanos acreditam ter descoberto uma técnica que pode ser a chave para combater de forma mais eficiente o que é conhecido como jet lag - a sensação de fadiga que acomete quem viaja para lugares de fusos horários muito diferentes.
De acordo com pesquisadores da Universidade de Stanford, a técnica consistiria na exposição dos viajantes a flashes de luz fortes e curtos, que ajudariam o cérebro a ajustar seu relógio biológico.
A técnica teria sido testada em 39 voluntários, que, como resultado, teriam tido seu relógio biológico "reajustado" em cerca de duas horas após uma hora de exposição aos flashes de luz, segundo os cientistas.
Os corpos de todas as pessoas estão sincronizados segundo o padrão de noite e dia do lugar em que elas vivem. Por isso, quando viajamos para um lugar com outro fuso horário, nossos relógios biológicos precisam ser "reajustados".
Entre os efeitos do jet lag que podem durar dias estão cansaço, irritabilidade e sensação de desorientação.
Durante a fase de testes da nova técnica, eles pediram que os 39 voluntários fossem dormir e acordassem exatamente no mesmo horário por duas semanas.
Em seguida, eles tiveram de dormir no laboratório, onde alguns foram expostos a uma luz contínua e outros a esses flashes de luz muito rápidos, semelhantes ao flash de uma máquina fotográfica.
Os integrantes do segundo grupo  relataram que, na noite seguinte, acabaram atrasando seu sono em cerca de duas horas, enquanto no primeiro grupo o atraso foi de 36 minutos, em média. Segundo Zeitzer, a técnica funciona porque os flashes de luz atravessam a retina e chegam ao fundo do olho, atingindo células que se comunicam com a parte do cérebro que comanda o relógio biológico.
A luz "enganaria" o cérebro, fazendo-o acreditar que o dia seria mais longo do que realmente é.


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Cinco ações para deter a epidemia do vírus Zika



O vírus zika, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, está aterrorizando países do Ocidente. Em breve, todos os países da América, com exceção de Canadá e Chile, devem ter registrado pelo menos um caso da doença.
No Brasil, estima-se que mais de um milhão de pessoas foram contaminadas pela doença, que tem sintomas semelhantes aos da dengue e que pode desenvolver microcefalia em recém-nascidos de mães que contraíram o vírus durante a gravidez. A microcefalia é uma condição neurológica que impede o desenvolvimento da cabeça dos bebês.
Hoje, a Dinamarca entrou para a lista de 24 países que já registraram casos de contaminação pelo vírus e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, se reuniu com representantes do Ministério da Saúde para pedir pressa no desenvolvimento de uma vacina.
Descubra o que é possível fazer para evitar uma grave epidemia da doença, enquanto nenhuma vacina foi desenvolvida:
1. Monitoramento
Para evitar que o vírus continue se alastrando por diversos países, é preciso que os governos possam identificar pessoas que viajaram a nações em que a doença está em estado de epidemia. Como tem sintomas muito semelhantes a outras patologias, os médicos precisam estar atentos e bem informados sobre as condições do zika. Educar os profissionais de saúde é um importante passo no monitoramento do desenvolvimento da doença.
2. Informar
O governo brasileiro anunciou uma megaoperação a ser realizada pelo Exército. Cerca de 220 mil homens das Forças Armadas passarão de casa em casa para informar a população sobre a gravidade da doença, a importância da prevenção e como fazê-la.Comentaristas de política externa já afirmam que outros países do continente americano precisam começar a pensar em ações semelhantes para que a doença não atinja os níveis que atingiu em solo brasileiro.
3. Programas de prevenção
No século XX, diversos países ocidentais organizaram campanhas para a erradicação do mosquito. Os números de doenças causadas por eles caíram drasticamente, mas os projetos não foram mantidos e o Aedes aegypti ganhou terreno de novo. Janet McAllister, pesquisador do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, defende que ações como as que aconteceram antes sejam retomadas, sobretudo em comunidade periféricas, com menos instrução e infraestrutura para realizar a prevenção.
4. Preocupação com a gravidez
As administrações públicas também precisam se preocupar urgentemente em informar mulheres grávidas que desejam viajar para países onde o vírus está epidêmico sobre as consequências que a doença pode ter no bebê. Uma lista preparada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) compilou países que oferecem riscos às grávidas: Barbados, Bolívia, Brasil, Colômbia, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana Francesa, Guadalupe, Guatemala, Guiana, Haiti, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Porto Rico, Suriname e Venezuela.
5. Entender o vírus
Por fim, mas não menos importante, é preciso uma comoção internacional de cientistas e pesquisadores com o intuito de estudar o vírus Zika. Até o momento, a comunidade científica ainda não entendeu como a doença afeta os embriões, nem tem uma lista completa e definitiva com os sintomas do Zika. Esse desconhecimento é alarmante a esta altura do campeonato.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Síndrome de Burnout: aprenda a lidar com o estresse excessivo


A síndrome de Burnout é a sensação de esgotamento total, de que toda a energia já foi queimada e o corpo e a mente chegaram à exaustão. É uma condição psiquiátrica com sintomas físicos e emocionais causada pelo estresse interpessoal crônico, ou seja, estresse contínuo em todas as atividades que envolvem o contato pessoal, principalmente o trabalho. 
Um único evento não leva a Burnout. Outro mito é dizer que a síndrome é o ápice do estresse, mas a pessoa pode chegar a esse estágio e desenvolver outras doenças, como a síndrome do Pânico. Por isso, a síndrome de Burnout não é só estresse ou cansaço, são alguns fatores que levam a esse quadro. 
Os fatores para se chegar a esse problema são divididos em duas categorias:
- Fatores Organizacionais: jornada de trabalho (a noturna costuma dar mais consequências); ambientes estressantes ou insalubres; pouca autonomia; desorganização. 
- Fatores Pessoais: ansiedade; pessoas idealistas, empolgadas (quanto mais envolvidas no trabalho, mais dedicação, maior decepção também).
Os sintomas são vários, físicos e emocionais, e são divididos em três esferas:
- Exaustão Emocional: fadiga intensa, falta de forças para enfrentar o dia de trabalho e sensação de ser exigido além dos limites emocionais.
- Despersonalização: distanciamento emocional e indiferença.
- Diminuição da realização pessoal: falta de perspectiva para o futuro, frustração, sentimento de incompetência e fracasso. 
Outros sintomas podem aparecer com frequência: dor de cabeça, gastrite, tontura, falta de ar, insônia, palpitações, irritabilidade, dificuldade de concentração e desânimo. Quando a capacidade do corpo é muito forçada, em algum momento ele não aguenta mais. Por isso, a pausa é importante. Atividade física precisa de descanso para os músculos. O trabalho também precisa, mas para a mente. 
Além de reconhecer o agente estressante e resolver esse problema, o exercício físico é um ótimo aliado, porque diminui o nível de estresse. A atividade física regula a frequência cardíaca, deixando-a mais baixa, então quando se tem um evento estressante ela aumenta menos. 

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Planta medicinal pode curar até 95% das lesões de diabéticos




Pesquisadores do INPA (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) desenvolveram um novo tratamento para lesões causadas por diabetes.
O tratamento, à base de gengibre amargo, já tratou com sucesso pacientes que haviam recebido indicação médica de amputação.
O tratamento terapêutico alternativo consiste em um gel preparado com o óleo essencial do gengibre amargo, a formulação foi desenvolvida pelos pesquisadores Maurício Ladeia e Carlos Cleomir Pinheiro.
Em testes realizados com com 27 pacientes diabéticos portadores de úlceras nos pés, o tratamento teve um êxito impressionante, alcançando 95% de cura das lesões.

Livre da amputação

"Fiz seis meses de tratamento convencional e um dos vários médicos que consultei disse que eu teria de amputar porque a infecção afetou o osso", conta Mauro Paulino, voluntário que participou dos testes do novo tratamento.
"Mas isso não foi necessário, porque com menos de dois meses em tratamento com o gel na UBS (Unidade Básica de Saúde) fiquei curado. Para mim, o gel foi uma luz no fim do túnel," relatou.
Por mais que sejam pesquisas ainda, há uma esperança para aqueles que sofrem desse mal, chamado diabetes.






terça-feira, 13 de outubro de 2015

A doença que mata 5,4 mil brasileiras por ano: câncer de colo de útero


Os números são animadores. Quase 80% das brasileiras fizeram o exame papanicolau, preventivo de câncer no colo do útero, nos últimos três anos. Mas a doença ainda mata muito no país. De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), é a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil. Em 2013, foram 5.430 óbitos.
Em Curitiba morrem, em média, 50 mulheres a cada ano devido ao câncer no colo do útero. “O número ainda é alto se considerarmos os índices dos países desenvolvidos. As mulheres que morrem devido à doença ou nunca fizeram o preventivo ou o fizeram o último exame há mais tempo que o recomendado”, diz a ginecologista Rosilei Maria Antonievicz.
A recomendação do Ministério da Saúde é que todas as mulheres entre 25 e 64 anos façam o exame preventivo, pelo menos, a cada três anos – isso se depois de dois anos seguido não for detectado qualquer tipo de lesão. Para alguns grupos, considerados de risco, o exame é solicitado com mais frequência – caso de mulheres que têm múltiplos parceiros, que têm baixa imunidade, são fumantes ou tiveram mais de três partos.
Médica do Núcleo de Apoio à Saúde da Família de Curitiba, Rosilei explica que o preventivo é importante por detectar as lesões precursoras do câncer de colo. Sem relação com fatores genéticos, a doença é causada principalmente por tipos oncogênicos do papilomavírus humano, o HPV, e é transmitido na relação sexual.
Mas do contato com o vírus até o desenvolvimento do câncer em sua fase invasiva há um longo caminho – que dura em média dez anos. Está aí o ponto fraco da doença e justamente onde o papanicolau se torna tão importante. Prova disso é que, com a intensificação das campanhas para a realização do exame preventivo no país, o porcentual de casos detectados só na fase avançada caiu. Em 1990, a proporção era de 70%. Atualmente, está em torno de 56%, de acordo com dados do (Inca).

Se a lesão precursora do câncer for percebida logo no começo, a paciente tem chance quase que total de cura. Nesse caso, o tratamento é uma cirurgia pequena, que retira a parte lesionada. Na maioria dos casos, a mulher não chega a ter a sua capacidade reprodutiva alterada. Já o tratamento quando a doença é descoberta tardiamente envolve a retirado do corpo do útero, das trompas e dos dois ovários. “E torcer para não haver metástase”, diz Rosilei. Segundo ela, o câncer de colo pode se espalhar para órgãos próximos, como intestino e bexiga.