segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Cientistas criam droga que 'altera' DNA e inibe evolução do câncer


Cientistas da Universidade de Brasília desenvolveram uma droga capaz de alterar a estrutura do DNA e assim evitar a multiplicação de células com câncer. A pesquisa começou há quatro anos, e o grupo aguarda atualmente a liberação de R$ 170 mil para prosseguir com o estudo. A expectativa é de que o remédio já esteja no mercado daqui a 12 anos.
De acordo com os pesquisadores, a descoberta partiu da ideia de enxergar o nucleossomo – unidade da cromatina, que compacta o DNA dentro da célula – como alvo terapêutico. O medicamento atua conectado a ele, modulando a abertura e fechamento das fitas de informação genética. Assim, ele interfere na interação entre o DNA e proteínas, podendo “barrar” o que não é desejado, como o câncer.
A tecnologia não impede o surgimento da doença, mas evita que células com informações genéticas não desejadas se reproduzam. “No câncer, por exemplo, temos uma alta proliferação celular, e isso acontece porque a expressão de vários genes está desregulada na célula. Se regulamos essa disfunção, tratamos o câncer”, explica a biomédica e doutoranda em patologia molecular Isabel Torres.
“Não esperamos que esta nova classe de drogas cure a doença, mas, sem dúvida, ela representa uma esperança aos pacientes que não respondem a terapias tradicionais. A ideia é associar estas novas moléculas a outras drogas disponíveis no mercado para obtenção de uma melhor resposta clínica”, completa.
A próxima etapa envolve testes em camundongos e ainda não tem data para acontecer por falta de recursos. Para recrutar investidores enquanto esperam dinheiro de fundos de pesquisa, os cientistas criaram a startup Nucleosantos Therapeutics. A ideia é que ela descubra e desenvolva mais moléculas que possam se ligar a nucleossomos.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

EUA aprovam primeiro remédio produzido por impressora 3D



O novo medicamento é indicado para pacientes com epilepsia. A técnica abre caminho para tratamentos personalizados para cada paciente.
A FDA, agência americana reguladora de alimentos e medicamentos, aprovou pela primeira vez um medicamento produzido por uma impressora 3D. Segundo um comunicado divulgado pela empresa Aprecia Pharmaceuticals, o remédio chamado Spritam recebeu aval positivo para uso oral como uma terapia alternativa para o tratamento de epilepsia.
O medicamento utiliza uma tecnologia conhecida como 'zipdose', que funciona como um sistema de doses pré-mensuradas que se desintegram na boca após entrar em contato com um pouco de líquido.
A impressão em 3D pode ajudar as empresas a desenvolverem produtos com "especificações individuais para cada paciente ao invés de adotar uma abordagem padronizada para todos", afirmou o analista da Wedbush Securities, Tao Levy.
Na indústria de cuidados médicos, essas impressoras são usadas por dentistas para criar réplicas de mandíbulas e dentes, assim como alguns implantes dentais acabados, e cirurgiões ortopédicos têm feito testes para criar próteses de quadril customizadas.

 

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Teste de sangue e saliva é eficaz na detecção de cânceres orais


Um novo exame que usa sangue e saliva para detectar câncer de cabeça e de pescoço tem se mostrado promissor em um pequeno número de pacientes. A pesquisa foi pública nessa quarta-feira na revista Science Translational Medicine.
Enquanto provavelmente levará anos até que o teste esteja disponível para o público, as descobertas dos cientistas da Universidade de Johns Hopkins têm aumentado a esperança para um teste de triagem barato, que poderia ser feito por dentistas ou médico durante visitas regulares. 
Defini-se como câncer de cabeça e pescoço os tumores malignos que ocorrem na cavidade oral, faringe e laringe. No Brasil, estima-se aproximadamente 14.170 novos casos de câncer de cavidade oral , por exemplo. Nos Estados Unidos, afeta 50.000 pessoas a cada ano e está em ascensão entre os homens. Os principais fatores de risco são o álcool, tabagismo e papilomavírus humano (HPV), uma infecção comumente transmitida sexualmente que muitas vezes passa despercebida.  

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Injeção sem picada


Esse trabalho foi desenvolvido no Instituto de Tecnologia da Georgia, em Atlanta, nos Estados Unidos, e consiste em um adesivo capaz de abrigar 100 microagulhas que podem ser aplicadas nos pacientes de forma praticamente indolor. A técnica também zera os riscos de transmissão de doenças através de agulhas contaminadas.
Segundo o pesquisador norte-americano Mark Prausnitz, que coordenou os trabalhos, o sistema é tão simples que permite que os próprios pacientes façam a aplicação em suas casas, sem ajuda de médicos.
Segundo os pesquisadores, o custo para a produção dos adesivos não é maior que o custo atual para a produção da vacina convencional. 
O adesivo é composto por agulhas microscópicas feitas de plástico biodegradável. Depois de ser utilizado, não deixa marcas na pele. Dentro dessas agulhas, que funcionam como uma espécie de cápsula, ficam microdoses da vacina. Depois da aplicação, essas agulhas penetram na pele e começam a se dissolver, liberando a vacina para o paciente. Em 20 minutos, a vacina já está toda no organismo e o adesivo pode ser retirado e jogado fora. 

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Márcio Antoniassi comenta sobre a Empresa Jr. Teófilos

Vocês sabiam que o Conselheiro do Conselho Regional de Farmácia do Paraná andou falando sobre a nossa Teófilos?

O farmacêutico Márcio Antoniassi postou em seu blog uma notícia falando sobre todo o nosso conceito! Acesse o link e leia sua postagem.

Em sua página, o blogueiro publica notícias sobre a indústria farmacêutica, cuidados com saúde e diversas curiosidades. Clique aqui, e acompanhe o seu blog. Vale muito a pena conferir! 


segunda-feira, 18 de maio de 2015

Cientistas transformam célula cancerígena em um tipo de anticorpo, benigno para o organismo



















Cientistas de Stanford descobriram uma forma de formar células resultantes de leucemia a amadurecer em um tipo de célula imunológica, que ironicamente pode ajudar o corpo a combater o câncer. O estudo publicado no Proceedings of the National Academy of Sciences, relata que a descoberta foi acidental: eles estavam tentando impedir que o cancer "morresse" em amostras usadas nos estudos.
A leucemia linfoide aguda (LLA), doença que estava sendo analisada, é um câncer de progressão rápida que ataca os linfócitos, as células brancas do sangue. É extremamente agressiva, com poucas chances de melhora.
Os cientistas de Stanford, para entender melhor esse câncer, analisavam células comprometidas e, para que a pesquisa seguisse, tentavam mantê-las vivas. Em umas dessas tentativas eles notaram que as células começaram a mudar de tamanho, adotando as características de um macrófago: uma célula branca responsável por processar corpos estranhos no sangue, ou células defeituosas.
Agora o objetivo é analisar se essa conversão é viável clinicamente, dentro do corpo de um paciente.
Vale lembrar que caso essa conversão realmente dê certo, as chances de curar um câncer são altas.